Eu me encontro. Nos cantos dos meus contos, nas esquinas com meus fragmentos. Aprendi a não ter sossego, paz ou bandeira branca. Os acontecimentos invadem os poros, dominando meus olhos. Acostumei com o turbilhão da vida, desconheço a tranquilidade.
Adaptada a ouvir vozes ferozes, condenando e repreendendo... Ainda estranho a calmaria e suavidade que a vida pode ser vivenciada. Desejo os desejos mais simples, que me pareciam tão distantes... Eu quero a trégua dos questionamentos e injúrias.
Quero me encontrar de corpo e alma na arte que existe. Vivenciar a sutileza que me espera.
A vida é tão massante. Quero ser levada pela brisa, mexer nos cabelos soltos e me encontrar nos sorrisos singelos.
Eu quero a paz. Os abraços insaciáveis. Os segredos sem confissões. Eu quero ir de encontro a vida. E encontrá-la de corpo, alma, coração e palavras sinceras. Eu me encontro. Na arte das palavras...