segunda-feira, 13 de agosto de 2012

' Eis-me aqui '

♪ "E toda vez que eu chorar
Ou quiser desanimar
O Teu Espírito
Me consolará...
Se é na fraqueza do meu ser
Que manifestas teu poder
Eis-me aqui" ♫


(Diante do Trono)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

' Eu sei... '

Um dia o dito guerreiro me feriu com um punhal. Desmoronou os castelos, apagou as luzes dos palacetes e no breu fez meu corpo se acostumar com a presença daquela faca pequena. Tentei arrancá-la com dor e desisti. Ao decorrer da vida, o amor venceu. A ferida se fechou e a cicatriz serviu de ensinamento para lidar com o mundo e não fazer o mesmo com os outros. Errei.
Pela primeira vez olhei para mim, me achei bonita e viva. Pronta. Errei. Maquiei a cicatriz e vivi como se cada segundo fosse pouco, cada dia fosse o último. Me desequilibrei na fina corda e decidi sem decidir. Para ser mais simples, me permiti abrir as janelas num dia de Sol para sorrir.
E mesmo que o amor seja forte e a felicidade constante... Ainda sim; errei.

terça-feira, 26 de junho de 2012

' Social X Individual '

O ser dentro do humano é marginal; com desejos e segredos de encher ou pesar o coração. E todas as facetas fazem do humano o filho, o amigo, o pai, o profissional... 
Afastando-lhe a possibilidade de exercer mais do seu "ser" individual e totalmente pessoal.
Esta limitada vida suprirá as frustrações, porém jamais agradará a nação. Aquele ou qualquer outrem reclamarão dos vestígios na tentativa de transformar as escolhas em fardos, e por isso, é necessário separar os papéis.
Ao serem invadidos eles se confundem e perdem a função.
Mesmo que as angústias e alegrias se pareçam com as de alguém, os julgamentos serão injustos. Pois as interpretações e sentimentos serão de quem viu e não de quem viveu.

sábado, 26 de maio de 2012

' Déjà vu '


Cansei da maçante repetição dos filmes com as contínuas participações de máscaras que interpretam cenas da vida real. Eu odeio a vida real. O real é cruel e eu prefiro inventar e reinventar só em pensamento.
Acreditei piamente nas doces primeiras cenas de uma tragédia e me enojo por isso. Hoje desliguei a televisão, o computador, o celular. Sou incapaz de assistir o mesmo filme com o seu entusiasmo de quem acredita em outro final. Acorde, a vida não muda na base do controle remoto.
E você ainda quer ser ator, roteirista e diretor da própria vida como se pudesse alterar o desfecho sem parar de apertar o repeat.

' Vitória certa '


Chegou o tempo em que se consegue escutar os chamados do Pai. Em que não basta historiar milagres e vestígios da presença e poder, é preciso vivenciar com e pela fé.
E como não estamos livres de batalhas, elas virão. Grandiosas e gladiadoras para que a vitória seja merecida e exaltada. 
Fracos e dependentes somos, mas a conquista vem quando se tem o Senhor.

sábado, 7 de abril de 2012

' Puro Realismo '

Não é culpa.
Essa vida ferida não é culpa de ninguém específico assim.
O conjunto se torna uma forma de amadurecimento. Batalhas as vezes precoces demais.
E levar a vida como descrente dos sentimentos alheios não me faz mais ou menos mulher. Menina.
Me faz realista.
Firme como raíz de árvore.
Por mais que balance com a ventania, trocam-se as folhas... E que com o tempo se torne mais marcada, mais viva e maior... Sua raíz será ainda mais forte.
Por muitas vezes sofri e sofrerei por não acreditar mesmo que seja verdade.
Mas é melhor não se acomodar com a verdade do que se enganar com uma mentira.
Não, não é pessimismo.
É zelar com medo de perder... Sem prender.
É dar a liberdade de ir, e voltar se quiser.
É ir as nuvens sem tirar os pés do chão.

sábado, 31 de março de 2012

' Só pra saber '

Veio para me ver.
E eu bem acredito.
Já que adora um "saber".
Com um sorriso amarelo
de quem nunca gostou.
E o cabelo de quem acabou de pintar,
só pra dizer que melhorou.
Veio. De cara lavada.
Com perguntas como quem não quer nada.
Só pra saber se passou.
Veio como representante.
De quem no passado ficou
como mero figurante.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

' Perfeição Inexistente '

Ela não usa bermudas. Ela não fala mal do juíz.
Ela não fica irritada, não fica enojada e até parece feliz.
Ela não anda descabelada, não sai com a blusa do pijama e nunca vai dizer que está entediada.
Ela não tem variação de humor, está sempre elegante e não sente dor.
Ela não sabe se mexer, não precisará lutar e por mais que você fale; ela nunca vai entender.
Ela não precisa temer pelo futuro, não precisa de dinheiro e não tem medo do inseguro.
Ela está pronta.
Sempre pronta.
Seja quando for.
A leve contigo, a deixe a sua espera ou a sente na estante.
Ela continuará pronta.
Exercendo a função de ouvir, te fazer feliz e sorrir, sorrir, sorrir...
Ela não te cobrará atenção, amor ou compreensão.
Ela é de plástico.
Eu não.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

' Idade cronológica '

O cronológico assusta porque não corresponde.
Envelhecer e viver a vida sofrida, batalhada e nem sempre vencida.
Sentir o gosto amargo das escolhas; até aquelas não escolhidas por mim.
Adquirir mais responsabilidade do que cronologicamente deveria e ter lidado bem com isso.
O tempo passa, a idade das responsabilidades chega e nem parece que agora é a hora.
Já se faz tanto tempo.
Me sinto velha.
Porque o tempo se foi e eu nem vi.
E eu quase não brinquei de boneca.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

' Chuva de verão '

Barulhenta, atrativa e marcante.
Arrisco em dizer que acreditou numa chuva permanente, por isso largou tudo e foi sentí-la.
Banhar-se em águas fortes que envolvem a alma.
Deliciar-se mesmo que houvesse consequências.
E houve.
Você percebeu que era só mais uma boa chuva de verão.
Ela acabou sem avisar e dessa vez o arco-íris não apareceu.
O céu estava cinza e sem vida.
Doeu; mas deixei.
DEIXEI.
Porque ninguém espera o outro acordar de um sonho...
E quando você acordou estava sozinho...
Mais uma vez.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

' Décima xícara de café '

Talvez não fossem tantas xícaras assim.
Talvez já tivesse perdido a conta, a estrutura, a memória dentro do cúmulo do exagero particular.
O hábito de viver sempre o máximo dos sentimentos.
Ir de abismo em abismo numa facilidade admirável.
Agora com uma dose de egoísmo; como leite no café.
Para dar outra cor, outro sentido, outro sabor.
Pensando e realizando minhas vontades, meus projetos, meus sonhos.
Só meus.
Pronta para mais uma xícara de café... Ou qualquer outra bebida que me faça esquecer.
Ou lembrar...
Do meu infinito particular.



(Título inspirado em: http://onereasontowrite.tumblr.com/post/10497483074/a-decima-xicara-de-uma-duvida
Carolina Lima)