O cronológico assusta porque não corresponde.
Envelhecer e viver a vida sofrida, batalhada e nem sempre vencida.
Sentir o gosto amargo das escolhas; até aquelas não escolhidas por mim.
Adquirir mais responsabilidade do que cronologicamente deveria e ter lidado bem com isso.
O tempo passa, a idade das responsabilidades chega e nem parece que agora é a hora.
Já se faz tanto tempo.
Me sinto velha.
Porque o tempo se foi e eu nem vi.
E eu quase não brinquei de boneca.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
' Chuva de verão '
Barulhenta, atrativa e marcante.
Arrisco em dizer que acreditou numa chuva permanente, por isso largou tudo e foi sentí-la.
Banhar-se em águas fortes que envolvem a alma.
Deliciar-se mesmo que houvesse consequências.
E houve.
Você percebeu que era só mais uma boa chuva de verão.
Ela acabou sem avisar e dessa vez o arco-íris não apareceu.
O céu estava cinza e sem vida.
Doeu; mas deixei.
DEIXEI.
Porque ninguém espera o outro acordar de um sonho...
E quando você acordou estava sozinho...
Mais uma vez.
Arrisco em dizer que acreditou numa chuva permanente, por isso largou tudo e foi sentí-la.
Banhar-se em águas fortes que envolvem a alma.
Deliciar-se mesmo que houvesse consequências.
E houve.
Você percebeu que era só mais uma boa chuva de verão.
Ela acabou sem avisar e dessa vez o arco-íris não apareceu.
O céu estava cinza e sem vida.
Doeu; mas deixei.
DEIXEI.
Porque ninguém espera o outro acordar de um sonho...
E quando você acordou estava sozinho...
Mais uma vez.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
' Décima xícara de café '
Talvez não fossem tantas xícaras assim.
Talvez já tivesse perdido a conta, a estrutura, a memória dentro do cúmulo do exagero particular.
O hábito de viver sempre o máximo dos sentimentos.
Ir de abismo em abismo numa facilidade admirável.
Agora com uma dose de egoísmo; como leite no café.
Para dar outra cor, outro sentido, outro sabor.
Pensando e realizando minhas vontades, meus projetos, meus sonhos.
Só meus.
Pronta para mais uma xícara de café... Ou qualquer outra bebida que me faça esquecer.
Ou lembrar...
Do meu infinito particular.
Talvez já tivesse perdido a conta, a estrutura, a memória dentro do cúmulo do exagero particular.
O hábito de viver sempre o máximo dos sentimentos.
Ir de abismo em abismo numa facilidade admirável.
Agora com uma dose de egoísmo; como leite no café.
Para dar outra cor, outro sentido, outro sabor.
Pensando e realizando minhas vontades, meus projetos, meus sonhos.
Só meus.
Pronta para mais uma xícara de café... Ou qualquer outra bebida que me faça esquecer.
Ou lembrar...
Do meu infinito particular.
(Título inspirado em: http://onereasontowrite.tumblr.com/post/10497483074/a-decima-xicara-de-uma-duvida
Carolina Lima)
Carolina Lima)
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